sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Estou apenas testando.

sábado, 19 de maio de 2007

Aviões de treinamento


O K5Y1, tipo 93 foi o avião japonês de treinamento
mais produzido, com 5.570 unidades. Foi construído também com flutuadores - modelos K5Y2 and K5Y3. Possuía um motor Hitachi Amazake com 340 hp, velocidade de 212 km/h, teto de serviço de 5.700 mt a alcance de 1020 km.
Por volta de 1943 os padrões de treinamento foram por água abaixo, com a forte demanda de novos pilotos. Saburo Sakai, o grande piloto de Zero, diz o seguinte sobre a alarmante quebra do padrão de treinamento de pilotos em 1943 (na época ele ministrava instrução em Omura, no Japão, recuperando-se de sérios ferimentos na cabeça sofridos sobre Guadalcanal): "Tudo era urgente! Exigiam que acelerássemos o treinamento, que esquecêssemos os detalhes; bastava ensinar-lhes a voar e atirar. Um após outro, sozinhos, em pares e em grupos de três, os aviões de treinamento caíam ao solo ou voavam loucamente pelos céus. Durante longos meses, tentei transformar em pilotos de caça os homens que nos confiavam em Omura. Era uma tarefa inútil. Nossas instalações eram pequenas demais, a demanda grande demais e havia estudantes demais". Os que sobreviviam a esses incríveis cursos de pilotagem - e centenas deles não sobreviviam - eram então lançados em combate em aparelhos obsoletos - sem a habilidade necessária para tirar deles o melhor partido. E eles enfrentavam Hellcats, Lightnings e Corsairs - aviões americanos grandes, resistentes e novos, com mais velocidade, mais poder de fogo e mais proteção blindada. A desvantagem era grande, quase sempre mortífera, mas nem a força aérea do exército nem a da marinha tinham dificuldades em arranjar recrutas. O que se precisava, entretanto, era de sobreviventes: homens que vivessem o suficiente para aprender bem a profissão e transmiti-la as outros.
Estas dificuldades acumulavam-se a outras, como a falta de novos tipos de aviões de combate, combustível para o treinamento das unidades de combate e um armamento eficiente. Tudo isto resultou nas táticas suicidas dos kamikazes. O lema era: um avião perdido, um navio inimigo afundado!

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